Estudo da Família

  Home
  Mural de Recados
  Previsão do Tempo
  Fale Conosco
 











ROMANTISMO NÃO SAI DE MODA

Por:Paulo Ribeiro

Extraido do Site Click Família




Quando os primeiros homens chegaram à lua, muitos afirmaram: acabou-se o romantismo!  Afinal a lua era o símbolo que inspirava poetas e trovadores.  Maculada pelos pés humanos, a lua não cumpriria mais o seu papel milenar e os apaixonados de todo o mundo não teriam mais este belo referencial.

Mas estavam enganados!

O romantismo não depende de nenhum corpo celeste.  É uma atitude interior.  E, como tal, pode estar presente mesmo se a lua for habitada, se é que será e quando o for.

Romantismo existe e existirá sempre, enquanto os seres humanos deixarem-se dominar por ele.
Esta atitude interior é uma realidade.  Tenho experimentado seus efeitos.  Sou romântico por natureza, mas procuro aperfeiçoar esta atitude cada dia.  Em nosso lar eu era mais romântico que a Zezé, no início de nossa vida em comum.  Plantei romantismo.  Fiz poesias.  Declarei meu amor a cada oportunidade.  E o romantismo, tal como o amor, gerou romantismo.  Hoje Zezé também é romântica.

Basicamente, o romantismo depende de ser exercitado.

Quando falamos em “Encontro de Casais”, temos estimulado cônjuges (que palavra difícil) a serem românticos, a demonstrarem romantismo.  Lembramos com freqüência que, certa vez, viajando numa tarde quente, sob sol abrasador, para falar para casais numa cidade distante, a certa altura, por volta das três  horas da tarde, disse para Zezé: “Mãe, estou desejando fazer uma coisa”.  Ela perguntou: “O quê?”  Recebeu a resposta: “Parar o carro no acostamento e lhe dar um beijo e um abraço”.  Tendo recebido sua aquiescência, assim fizemos.  Enquanto nos abraçávamos, os motoristas diminuíam a velocidade dos seus veículos para nos admirar. 

Ocorreu-me um pensamento que exteriorizei para Zezé: “Estão pensando que somos ´amantes´”.  Ao que depois concluí: “Será que só os ´amantes´ podem se tratar bem, serem românticos?”

O romantismo, como o amor, cresce com o passar do tempo.

Vamos ser românticos?

Vamos recordar, ao longo de nossa vida em comum, os dias de namoro e noivado, quando éramos tão românticos com o nosso par?

Ser romântico é expressar esse romantismo com palavras e atos.

É muito gostoso... e assim tem sido com Zezé e eu nesses 26 anos de casados.

**************
* Paulo Ribeiro faleceu em setembro de 1998, na cidade de Belo Horizonte, vítima da violência urbana.
**************


 
Copyright© 2005 ibmdaf.org.br. Todos os direitos reservados.