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QUANDO UM NÃO QUER...

Por:Psic. Elizabete Bifano

Extraido do Site Click Família




Ao longo destes anos, como psicóloga e palestrante, tenho constatado cada vez mais como é grande o número de cônjuges que, deliberadamente ou inconscientemente, não se dispõem a contribuir. Em praticamente nada.

Os motivos são dos mais diversos: orgulho, egoísmo, imaturidade (há cônjuges que agem como estivessem na adolescência ainda), fuga (por dificuldade de enfrentar a realidade e os problemas), dureza de coração à ação do Espírito, medo (vários), desconhecimento do que é vida conjugal e incompreensão das características pessoais de cada um, entre outros.

Conhecemos o ditado popular “quando um não quer, dois não brigam”. É uma verdade e podemos expandir esta declaração – quando um não quer, dois não se entendem, quando um não quer, dois não conversam, quando um não quer, dois não se relacionam, quando um não quer, dois não se beijam...

Geralmente, quando isto acontece, o relacionamento conjugal está doente. E a culpa é sempre do outro.

Exemplos: Se um não está aberto ao diálogo é porque o outro não sabe conversar direito. Se um não está disponível a dar afeto é porque o outro demonstrou rejeição. Isto até tem uma lógica, porque nos relacionamentos inter-pessoais, uma ação ou uma reação leva à outra.

Entretanto, é preciso que o cônjuge pare para avaliar e perguntar a si mesmo: "O que foi que eu fiz (ou não fiz) para que meu cônjuge esteja agindo ou reagindo dessa maneira?".

É muito fácil colocar a culpa no outro, claro! Isto nos isenta da responsabilidade na relação e nos faz parecer – pelo menos aos nossos próprios olhos – que somos perfeitos. Só que não vale a pena se enganar. Maquiar o lado humano e pecaminoso nos coloca no lugar de refém de Satanás, inimigo de nossa alma e vida conjugal. O ser humano é suscetível ao erro, ao engano, ao pecado.

Na grande maioria dos conflitos conjugais ambos os cônjuges tem alguma participação nele. Mesmo que seja apenas 5, 10 ou 20%. Sendo assim, é preciso que cada cônjuge volte seus olhos para si mesmo e trabalhe para reduzir qualquer que seja seu percentual de contribuição nos conflitos conjugais.

Ficar o tempo todo criticando o outro, exigindo o que deseja, cobrando e pressionando só agrava mais a enfermidade relacional e recrudesce o outro em suas ações e reações defensivas.

Em suma, não adianta. Não adianta porque o outro só muda quando percebe que precisa mudar. Não adianta porque o relacionamento conjugal cresce a medida em que os dois participam desse processo.

Já vi Deus fazer milagres em casamentos, mas onde os dois estiveram empenhados em compreender a si e ao outro, dispostos a mudar, a amar – mesmo quando o amor já estava enfraquecido, disponíveis para perdoar e construir e caminhar por um novo caminho.

No relacionamento conjugal não há lugar para pessoas imaturas, dissimuladas, medrosas, nem para pessoas egoístas, inflexíveis ou insubordinadas ou desprovidas de emoção e afeto.

Cônjuges assim precisam e deveriam buscar a maturidade e o crescimento; precisam e deveriam tratar e curar suas emoções; precisam e deveriam entrar numa profunda guerra espiritual a fim de buscar e obter obediência e fé em Deus.

Vejo que muitos cônjuges cristãos precisam e deveriam aprender a amar com o amor que é paciente e bondoso, que não se vangloria nem se orgulha, não maltrata nem procura seus próprios interesses, que não se ira facilmente e não guarda rancor. O amor que tudo espera...


 
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