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A DEVOÇÃO FAMILIAR
Por: Pr. Carlos Novaes
Extraido do Site Clik Família
Baseado em Deuteronômio 6.4-9, 20-25 encontramos ricas lições sobre a importância da devoção na família.
Quando usamos a expressão família cristã não pretendemos, necessariamente, definir uma família onde todos pertencem à mesma fé, mas o ambiente em que os princípios cristãos estão sendo experimentados de alguma forma.
Quando mencionamos a devoção da família não queremos, nem poderíamos, reduzi-la ao culto doméstico formal que tradicionalmente é tão exaltado e pouco realizado (mesmo porque o ritmo da vida em centros urbanos impede a passagem da teoria para a prática efetiva).
Isto posto, tentemos descobrir no texto bíblico os princípios da devoção familiar. Princípios são mais proveitosos do que regras, pois podem ser aplicados nas mais diversas circunstâncias e situações.
A devoção familiar parte do nosso amor ao Senhor (vv.4-5).
A nossa postura, a nossa conduta, as nossas ações e reações, as nossas opiniões, os nossos gestos e os nossos relacionamentos dependerão sempre do lugar que Deus ocupa em nossas vidas.
O testemunho de Daniel na Babilônia resultou do seu temor ao Senhor, e não de qualquer legalismo religioso. Quanto mais o amor a Deus for cultivado no ambiente do lar, mais a devoção familiar será desenvolvida.
A vida devocional da família parte, também, dos ensinos bíblicos guardados no coração (vv.6).
A Palavra de Deus está registrada para que a estudemos, para que reflitamos sobre ela e, principalmente, para que coloquemos em prática o que nela aprendemos. Esses ensinos devem ser transmitidos aos filhos continuamente (v.7) e precisam deixar marcas em nós, individualmente (v.8), bem como, através de nós, em quem se relaciona conosco (v.9).
A devoção familiar precisa ser fortalecida a partir do nosso testemunho, aos filhos e familiares, a respeito do amor divino manifestado a nós e da libertação que temos em Cristo (v.20-23). Convém notar que esse testemunho pode ser dado em face das perguntas que os filhos fazem. Para tanto, é necessário desenvolvermos, junto às nossas famílias, símbolos religiosos que expressem o sentido do que cremos.
Enfim, a devoção familiar deve ser preservada a partir do exemplo de conduta dos pais (vv.24-25). A igreja, a escola ou qualquer outra instituição não oferecerá aos nossos filhos o que podemos oferecer-lhes como pais. Nós como pais, e mais ninguém, temos a missão de formar adultos responsáveis, emocionalmente equilibrados e de caráter estruturado.
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O autor do artigo é pastor da Igreja Batista Barão da Taquara, no Rio de Janeiro.
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