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14/04/2006

CASAMENTO E DIVORCIO
Gilson Bifano
www.clickfamilia.com.br


Fiquei impressionado com duas ligações que recebi recentemente de dois respeitados pastores evangélicos. Ambos se lamentavam com casos de divórcios acontecidos em suas igrejas, inclusive de casais líderes do ministério de casais. Ambos perguntaram a mim o que fazer.

No próximo ano, o Brasil lembrará os 30 anos da lei do divórcio. Muitos falarão que foi uma conquista para a sociedade. Poucos abordarão os prejuízos que o divórcio trouxe para a família brasileira.

A triste realidade é que o divórcio se alastra e se torna epidêmico na sociedade e dentro das nossas próprias igrejas.

O que fazer? Eis a pergunta. Não há fórmulas mágicas, mas um trabalho sério e constante. Quero dar aos pastores, que se preocupam com suas ovelhas, algumas sugestões.

Primeira delas está na própria vida conjugal dos pastores. Pastores que vivem bem o casamento já é um bom estímulo para os casais da igreja valorizarem seus casamentos.

Segundo. Queridos colegas, preguem contra o divórcio. Qual foi a última vez que você, pastor, pregou sobre o divórcio de seu púlpito? Pr. Russel Shedd numa conferência sobre a Reforma Protestante, indagado sobre que temas poderiam ser pregados hoje e assim sermos agentes de uma nova reforma na igreja disse: “Preguem, por exemplo, contra o divórcio!”.

Terceiro. Enfatizem para os casais e futuros casais de sua igreja que casamento é uma aliança, um pacto e não simplesmente um contrato que pode ser rescindido a qualquer momento.

Quarto. Falem para os casais sobre a importância de cultivarem a devoção conjugal. Falem sobre a importância de lerem a Bíblia e orarem juntos, como casal. Mais do que atividades na igreja, os casais precisam construir uma tenda sagrada em seus casamentos.

Quinto. Ensinem os casais como resolverem os conflitos que aparecem no casamento. Digam para eles que a questão não é se o casamento terá conflitos, mas como resolver esses conflitos. Em todos os casamentos há conflitos, mas o segredo dos casamentos que permanecem é saber resolvê-los adequadamente.

Sexto. Digam para os casais sobre a importância de pequenas conexões que eles devem fazer todos os dias. Por exemplo: um elogio, um beijinho, andar de mãos dadas, um aconchego antes de levantarem para o trabalho, um passeio (sem a presença dos filhos ou de amigos), um abraço, um presentinho. Oitenta por cento dos divórcios acontecem devido ao distanciamento diário ao longo dos anos.

Sétimo. Falem da beleza da união sexual. Um dos livros mais vendidos hoje nas livrarias é um diário de uma prostituta. Na apresentação do livro, na quarta capa, está escrito: “Se os casais tivessem um casamento mais feliz esse livro não precisaria ser escrito”. Os casais precisam ser capacitados a viverem a plenitude da beleza e do prazer sexual em seus casamentos. Para ter um sexo excitante não precisa ser buscado numa cama com uma prostituta ou com uma pessoa que não seja o cônjuge.

Oitavo. Falem da importância dos casais procurarem ajuda quando não puderem resolver seus problemas sozinhos. Preparem-se adequadamente para atender os casais de sua igreja. Caso percebam que só o aconselhamento é insuficiente, encaminhem esses casais para um terapeuta de sua confiança.

Que Deus nos ajude, como pastores, para que não nos intimidemos diante dos temas e problemas que procuram destruir a família.

 
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