Estudo da Família

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MARIA, MARIA, MARIA

Por:Psic. Elizabete Bifano

Extraido do Site Click Família




Quando comemoramos o nascimento de Jesus em nossas igrejas, muitas vezes lemos o texto bíblico no qual o anjo anuncia a Maria que ela teria um filho (Lc 1.6-38). Durante seu discurso, o anjo lhe diz: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”.

Nós, evangélicos, quase não fazemos alusão à Maria, mas que nome digno de ser mencionado. Que mulher extraordinária! A qual outra mulher a Bíblia se refere assim? Deus olhou Maria e encontrou graça naquela mulher. Deus conhecia Maria; conhecia seus pensamentos, seus sentimentos, suas emoções, suas ações e sua fé. Certamente, depois de analisá-la bastante, ele concluiu que aquela seria a mulher ideal para ser a mãe de seu Filho – o Salvador do mundo!
Deus conhece a você e a mim, mulher. Ele conhece nossos corações, sabe das nossas intenções, vê nossas atitudes. Fico pensando: será que ele escolheria uma de nós para missão tão sublime quanto a de Maria?

Maria mulher, Maria esposa, Maria mãe. Certamente ela não era perfeita em nenhum de seus papéis, como nós também não somos. No entanto, havia algo de especial, de grandioso em Maria – havia graça. Dentre milhares de mulheres Deus escolheu Maria. Observando sua atitude diante de notícia tão maravilhosa quanto estranha, que o anjo lhe trazia, não é difícil concluir porque ela foi escolhida.

Em Maria podemos perceber pureza e ingenuidade (Lc 1.34), virtudes que estão ficando cada vez mais escassas nas moças dos dias atuais, pois o erotismo do mundo moderno tem matado essa pureza que deveria existir em cada uma delas.

Em Maria podemos encontrar fé e obediência (Lc 1.38). O anjo lhe diz que ela ficaria grávida sem ter uma relação sexual e, ainda mais, que o bebê seria Filho de Deus e ela acreditou, sem titubear, sem nenhuma sombra de dúvida! Que fé linda e pura! E diante de incumbência tão singular, qual foi a resposta de Maria? “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”  Ela não questionou, nem reclamou; sequer argumentou com o anjo sobre os transtornos de uma gravidez naquelas circunstâncias; afinal, o que os vizinhos iriam pensar? Que simples e humilde obediência! Em Maria também contemplamos alegria e humildade em servir a Deus (Lc 46-55). Analisando friamente a situação, diríamos que Maria estava entrando numa “fria”. No entanto, o que ela faz? Maria canta um cântico de louvor ao Senhor!

Como agimos nós diante de circunstâncias inacreditáveis, difíceis e conflituosas? Como se comporta nosso coração? Comumente reagimos com incredulidade, falta-nos a fé. Reclamamos, ficamos deprimidas e questionamos a Deus. Que falta de fé, obediência, humildade e alegria!

Ao pensar em todos estes exemplos de Maria podemos entender o porque de Deus tê-la escolhido como mãe para Jesus – era alguém precioso demais para ser criado por uma outra mulher; tinha de ser Maria.

Que neste Natal, ao comprarmos roupas, sapatos, presentes, prepararmos a ceia para a família, possamos pensar muito em Maria. Que em nossos corações femininos esteja presente e vivo o encanto e a graça de Maria.

Que ela seja não somente uma figura do presépio, mas um exemplo a ser seguido de uma mulher que encontrou graça aos olhos do Senhor.


 
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